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Celular roubado: o passo a passo para bloquear aparelho, chip, bancos e Pix

Celular roubado pede pressa: alerta no Celular Seguro, bloqueio do chip e do IMEI, aviso ao banco e boletim. Veja a ordem certa pela Anatel, Google e Febraban.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Delegada atende uma mulher em delegacia da Polícia Civil de São Paulo
Foto: Governo do Estado de São Paulo / Flickr (CC BY 2.0). Foto original, CC BY 2.0

Teve o celular roubado? Emita o alerta no Celular Seguro, peça à operadora o bloqueio do chip e do aparelho, avise o banco e registre o boletim. A Anatel orienta essa sequência.

Cada minuto conta, porque o ladrão pode tentar entrar no app do banco ou no WhatsApp enquanto o aparelho ainda está ligado. Não é preciso seguir uma ordem rígida, mas começar pelo alerta do governo e pela operadora cobre mais coisas de uma vez. Abaixo, cada etapa conforme as páginas oficiais do Ministério da Justiça, da Anatel, do Google, da Febraban, do Banco Central e do WhatsApp.

O que fazer nos primeiros minutos?

Pegue outro celular ou um computador, de um parente, amigo ou colega. É dele que você vai fazer tudo. Segundo a Febraban, o primeiro gesto é encontrar logo um aparelho disponível para agir.

A lista de urgência, pela ordem de impacto:

  1. Emitir o alerta no Celular Seguro (bloqueia linha, aparelho e contas em bancos parceiros de uma vez).
  2. Ligar para a operadora e pedir o bloqueio da linha e do aparelho, se ela não estiver no Celular Seguro.
  3. Travar ou apagar o Android pelo Localizador do Google.
  4. Avisar o banco por um canal oficial.
  5. Registrar o boletim de ocorrência.

Como o alerta do Celular Seguro ajuda?

O Celular Seguro é o serviço do Ministério da Justiça que manda um único alerta para operadoras e bancos parceiros. Você entra com a conta gov.br no app ou em celularseguro.mj.gov.br, escolhe o aparelho e toca em Alerta.

Segundo o ministério, dá para escolher entre dois modos:

  • Bloqueio Total: bloqueia o IMEI (o aparelho), a linha e as contas nos parceiros.
  • Modo Recuperação: bloqueia a linha e as contas, mas deixa o IMEI ativo, o que ajuda a polícia a localizar o aparelho se ele for usado com outro chip.

A escolha não pode ser desfeita pelo app depois. Se você não cadastrou o celular antes, o registro pode ser feito depois, informa o ministério. Os detalhes de cada função estão em como funciona o programa Celular Seguro.

Como bloquear a linha e o aparelho na operadora?

A Anatel recomenda falar com a prestadora por qualquer canal de atendimento e pedir dois bloqueios: o da linha (o chip) e o do aparelho. Os dois têm funções diferentes.

Bloqueio O que impede, segundo a Anatel
Linha (chip) Uso do seu número em outro aparelho e cobranças indevidas
Aparelho (IMEI) Acesso do celular às redes móveis de todas as operadoras do país

Para pedir, a Anatel diz que basta informar o número da linha, a data e a hora do roubo e dados que confirmem sua identidade. Não é mais necessário saber o IMEI: a operadora localiza o número e o inclui no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), replicado para todas as prestadoras.

Em celular com dois chips, a Anatel lembra que todos os IMEIs precisam ser bloqueados, mesmo o de uma entrada nunca usada.

Quanto tempo o bloqueio demora?

Pelo telefone, depende da operadora. Pelo Celular Seguro, a lista de parceiros do Ministério da Justiça traz os prazos. Na parte de telefonia, a ABR Telecom valida o pedido e envia o IMEI às operadoras em até 6 horas, e as operadoras têm até 1 dia útil para validar o cadastro.

Nos bancos, os prazos informados vão de bloqueio imediato até 30 minutos após o alerta, conforme a instituição. Pela lista do ministério, as operadoras que recebem o pedido de bloqueio pelo programa são Algar Telecom, Claro, Sercomtel, Telefônica, TIM, Datora Telecom, Emnify Brasil e Surf Telecom.

Se a sua operadora não aparecer no app, o ministério orienta ligar direto para ela e pedir a suspensão da linha.

Como travar ou apagar o Android à distância?

O Google oferece o Localizador (antigo Encontre Meu Dispositivo). Em outro aparelho, abra o app Localizador ou acesse android.com/find no navegador e entre com a sua Conta do Google. Segundo a central de ajuda do Android, as opções são:

  1. Reproduzir som: o celular toca no volume máximo por 5 minutos, mesmo no silencioso.
  2. Marcar como perdido: bloqueia a tela com seu PIN, padrão ou senha e deixa uma mensagem e um contato na tela.
  3. Fazer redefinição de fábrica: apaga os dados do aparelho de forma permanente.

Para funcionar, o celular precisa estar ligado, conectado à internet e com a Conta do Google. O Google avisa que, depois da redefinição, o aparelho some do Localizador, e quem o encontrar precisa da senha da Conta do Google para usá-lo. A Febraban também recomenda apagar os dados quando não houver chance de recuperar o aparelho.

E os bancos e o Pix?

A Febraban orienta ligar para a central de atendimento do banco, informar o roubo e pedir o bloqueio das contas e dos cartões. O banco pode bloquear o acesso pelo aplicativo instalado no celular levado.

Se o seu banco é parceiro do Celular Seguro, o alerta já dispara esse bloqueio. Mesmo assim, vale confirmar com o banco. Use sempre o número oficial do cartão ou do site do banco, nunca um contato recebido por mensagem.

Há uma regra do Banco Central que joga a seu favor. A Resolução BCB nº 403, em vigor desde 1º de novembro de 2024 nessa parte, exige que o Pix de pessoa física parta de um aparelho já cadastrado pelo cliente, com exceção de um valor menor definido pelo BC. O problema é que o celular roubado já era o seu aparelho cadastrado, por isso o bloqueio no banco é urgente. Os valores para aparelho novo estão em limites do Pix para a noite e para celular novo.

Como recuperar o WhatsApp com um chip novo?

A central de ajuda do WhatsApp dá quatro passos:

  1. Peça à operadora o bloqueio do chip imediatamente.
  2. Solicite um chip novo com o mesmo número.
  3. Ative o chip e coloque em outro celular.
  4. Abra o WhatsApp e registre a conta de novo.

Ao registrar o número no aparelho novo, a conta sai do celular roubado automaticamente. O WhatsApp avisa que não consegue desativar a conta por você nem desligá-la à distância. O caminho completo, inclusive quando aparece um PIN desconhecido, está em como recuperar a conta do WhatsApp.

O boletim de ocorrência é obrigatório?

O Ministério da Justiça é claro: o alerta do Celular Seguro não substitui o boletim de ocorrência. Depois de emitir o alerta, o app mostra um botão que leva à delegacia virtual do seu estado.

A Anatel informa que a própria polícia pode pedir o bloqueio do aparelho no momento do registro. Segundo a agência, as polícias civis de todos os estados, com exceção do Amapá e do Acre, e a Polícia Federal têm acesso a esse sistema. Se houve Pix ou compra feita pelo ladrão, veja também onde denunciar golpe e fraude digital.

E se o celular for encontrado depois?

Guarde o número de protocolo do alerta. O ministério informa que o desbloqueio não é feito pelo Celular Seguro:

  • Linha e aparelho: peça pessoalmente numa loja oficial da operadora (revendedora não faz esse atendimento).
  • Bancos e outras instituições: peça direto a cada uma.

Pela Anatel, o aparelho incluído no CEMI volta a funcionar após pedido à polícia ou à prestadora, com dados que provem identidade e propriedade. Só quem pediu o bloqueio pode pedir a liberação. O bloqueio feito pelo Google é independente e só é revertido pelo próprio fabricante do sistema.

O que deixar pronto antes de um roubo?

Algumas providências levam poucos minutos e fazem diferença no dia do problema:

  • Cadastre o celular no Celular Seguro e indique uma pessoa de confiança, que pode emitir o alerta por você.
  • Anote o IMEI e guarde fora do aparelho. O Google mostra o número nas configurações do Localizador; no discador, *#06# também exibe o código.
  • Ative a Proteção contra roubo do Android em Configurações, Google, Todos os serviços, Proteção contra roubo. O Google descreve o Bloqueio por Detecção de Roubo, que trava a tela se alguém puxar o celular e fugir, e o Bloqueio de Dispositivo Off-line.
  • Use bloqueio de tela, biometria e PIN no chip, como recomenda a Febraban.

A Proteção contra roubo, segundo o Google, depende do Android 10 ou mais recente em algumas etapas e não vale para aparelhos com Android Go.

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