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Pix por aproximação: como pagar encostando o celular na maquininha

Pix por aproximação paga na maquininha só encostando o celular com NFC. Veja o que precisa, como cadastrar a conta, o limite por compra e os cuidados.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Bruno Teles

Passageira paga a passagem com o celular na bilheteria da Trensurb, em Porto Alegre, no teste de pagamento por Pix em 2023
Foto: Lia Kirch/Trensurb / Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Arquivo original, CC BY 2.0

O Pix por aproximação deixa você pagar na maquininha só encostando o celular, como um cartão por aproximação. Precisa de celular com NFC e da conta ligada à carteira digital ou ao banco.

O recurso chegou ao público em 28 de fevereiro de 2025, quando os maiores bancos passaram a ser obrigados a aceitar a conta vinculada às carteiras digitais. A seguir, o que o Banco Central explica sobre o que é preciso, como cadastrar a conta, o limite de valor e os cuidados com o celular.

Como funciona o Pix por aproximação na prática

Segundo o Banco Central, o Pix por aproximação usa a tecnologia NFC, a mesma dos cartões por aproximação, para passar os dados da cobrança do terminal do lojista para o seu celular. Funciona como a leitura de um QR Code, só que sem câmera.

Na hora de pagar, o fluxo descrito pelo Banco Central no Relatório de Gestão do Pix é este:

  1. Aproxime o celular da maquininha.
  2. Confira na tela os dados do pagamento, como recebedor e valor.
  3. Confirme com biometria ou senha.
  4. O app da carteira digital ou do banco envia a ordem de pagamento, e o valor é debitado da sua conta.
  5. O dinheiro chega ao lojista em segundos, e a venda é finalizada.

O que você precisa ter para usar

A exigência principal é um celular com NFC. Sem esse chip, a aproximação não funciona, mesmo com o app certo instalado.

O que é preciso Detalhe
Celular Com NFC ligado
Sistema Android, segundo o Banco Central
Onde pagar Carteira digital ou app do banco que ofereça a função
Conta Vinculada à carteira digital ou no app do banco
Maquininha Habilitada para NFC e para o Pix por aproximação

Do lado do lojista, o terminal precisa aceitar a modalidade. Se a maquininha não oferecer a opção, o caminho continua sendo o QR Code.

Funciona no Android e no iPhone

Segundo o Relatório de Gestão do Pix, divulgado pelo Banco Central em agosto de 2026, o uso da função em 2025 ficou restrito a celulares Android e disponível em apenas uma das principais carteiras digitais. O BC cita essas limitações entre os motivos do uso ainda baixo.

O Banco Central informa que a aproximação também pode ser feita pelo aplicativo do próprio banco, nas instituições que desenvolveram essa forma de pagamento. Por isso, vale procurar a opção no app do seu banco e na carteira do celular.

Como cadastrar a conta na carteira digital

A lógica é a mesma de guardar um cartão no celular. Segundo o Banco Central, o pagador adiciona a conta a uma carteira digital, que atua como iniciadora de pagamentos pelo Open Finance, e passa a usá-la no caixa.

Esse cadastro usa o Open Finance, na chamada jornada sem redirecionamento: depois de vinculada, a conta paga sem você precisar abrir o app do banco em cada compra. Pelas regras do Open Finance, o consentimento informa os valores máximos por transação e por dia que você aceita autorizar. Entenda como funciona esse compartilhamento em o que é o Open Finance.

Qual é o limite de valor por compra

Desde o lançamento, o Banco Central limita a R$ 500 por transação o Pix feito pela carteira digital, e o próprio cliente pode definir um máximo por dia. Desde 1º de dezembro de 2025, a Instrução Normativa BCB nº 512 aplica esse teto a todo Pix por aproximação.

Essa regra tem data para acabar. A Instrução Normativa BCB nº 746, de junho de 2026, revoga o teto específico a partir de 1º de outubro de 2026. Daí em diante, a aproximação segue os limites comuns do Pix definidos pelo banco para a sua conta, que você confere no menu Meus Limites Pix. Os outros limites do Pix, como o do período noturno, estão em as regras de limite do Pix.

Qual a diferença para o Pix por QR Code

O dinheiro sai da mesma conta e cai na hora nos dois casos. A diferença está na forma de capturar a cobrança: no QR Code, a câmera lê o código; na aproximação, o NFC transmite os dados ao encostar o celular.

O Banco Central aponta como ganhos menos atrito na hora de pagar, filas menores e menos tempo para fechar a venda no caixa.

O que mudou nas regras desde o lançamento

Em junho de 2025, pela Resolução BCB nº 482, o Banco Central incorporou a aproximação ao Regulamento do Pix e definiu um padrão técnico único para a comunicação por NFC entre o celular do pagador e o terminal do recebedor.

Esse padrão está no Manual de Padrões para Iniciação do Pix e passou a ser obrigatório a partir de 1º de dezembro de 2025 para as instituições que oferecem a aproximação. A ideia é que qualquer celular habilitado converse com qualquer maquininha habilitada. A mudança seguinte é a de 1º de outubro de 2026, com o fim do teto de R$ 500.

O pagamento sai sozinho ao encostar o celular

Sim. Encostar o celular só lê a cobrança. O pagamento só sai depois da sua confirmação, com biometria ou senha, e depois de você conferir recebedor e valor na tela.

Olhe sempre o valor antes de confirmar. Se aparecer um valor diferente do combinado no caixa, cancele e peça uma nova cobrança.

E se o celular for roubado

Como a conta fica guardada na carteira, trate o celular como trataria a carteira com cartões. As regras do Open Finance garantem ao cliente revogar o consentimento a qualquer momento, por um procedimento seguro e ágil, e a revogação precisa ser comunicada na hora às outras instituições envolvidas.

Em caso de roubo, peça ao banco o bloqueio e o cancelamento da vinculação com a carteira. O passo a passo completo para aparelho, chip e contas está em o que fazer quando o celular é roubado.

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