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Chave Pix: os 5 tipos, quantas cadastrar, portabilidade e cuidados

Chave Pix pode ser CPF, celular, e-mail, CNPJ ou aleatória. Veja o limite por conta, como levar a chave para outro banco e os cuidados contra golpe.

Por Redação Celular de Perto · Edição: Maria Heloisa Barbosa Borges

Banca de feira livre em Itajubá (MG) com cartaz escrito à mão avisando que aceita Pix
Foto: Mateus S. Figueiredo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Arquivo original, CC BY-SA 4.0

Chave Pix é o apelido da sua conta: CPF, celular, e-mail, CNPJ ou uma chave aleatória. Pelas regras do Banco Central, quem tem CPF pode ligar até cinco chaves a cada conta.

A chave existe para que ninguém precise digitar agência e número de conta. Quem paga informa só a chave, e o sistema do Banco Central devolve os dados de quem vai receber. Abaixo, o que cada tipo revela, quantas dá para ter, como levar uma chave de um banco para outro e os cuidados que evitam dor de cabeça.

Quais são os tipos de chave Pix?

O Manual Operacional do DICT, o diretório de chaves mantido pelo Banco Central, lista cinco tipos:

Tipo Quem pode usar O que expõe a quem recebe a chave
CPF Pessoa física O próprio número do documento
CNPJ Empresa O número da empresa
Celular Pessoa física ou empresa O número de telefone
E-mail Pessoa física ou empresa O endereço de e-mail
Chave aleatória Pessoa física ou empresa Nada além de um código sem significado

A chave aleatória é uma sequência de letras e números gerada pelo próprio Banco Central, sem ligação com dado pessoal. Segundo o regulamento, ela serve justamente para quem não quer associar informação pessoal ao recebimento.

Quantas chaves posso cadastrar?

O limite vale por conta, e não por pessoa. Segundo o Manual Operacional do DICT:

  • Pessoa física (CPF): até cinco chaves para cada conta de que for titular.
  • Empresa (CNPJ): até vinte chaves para cada conta.

O limite é o mesmo mesmo em conta conjunta: a regra do Banco Central diz que ele se aplica à conta, independentemente de quantos titulares ela tenha. Quem tem contas em vários bancos pode ter chaves em cada uma.

Cada chave aponta para uma única conta. Antes de registrar, o diretório confere se aquela chave já está cadastrada em outro lugar.

O que o pagador vê quando digita a minha chave?

Ao consultar uma chave, o aplicativo do pagador mostra o nome completo do recebedor e parte do CPF, com os primeiros e os últimos dígitos escondidos. O nome da instituição pode aparecer, a critério do app. É isso que permite conferir o destinatário antes de confirmar.

Por isso, a chave em si não é segredo: ela foi feita para ser compartilhada. O cuidado está em escolher qual dado você quer divulgar. Quem vende pela internet ou recebe de desconhecidos costuma preferir a chave aleatória ou o e-mail a expor o número do celular.

Como o banco confere se a chave é minha?

O regulamento obriga a instituição a validar a posse de cada chave no cadastro:

  1. Celular e e-mail: o banco envia um código para o número ou endereço informado, e você digita esse código em um canal de atendimento da própria instituição.
  2. CPF e CNPJ: o banco verifica se o número é o mesmo usado na abertura da conta.
  3. Chave aleatória: é criada pelo diretório do Banco Central no momento do pedido.

Desde a Resolução BCB nº 457, de 6 de março de 2025, os bancos também precisam checar o nome na Receita Federal a cada cadastro, alteração, portabilidade ou reivindicação de chave. O Banco Central informou que a medida mira fraudes com CPF de pessoas falecidas e CNPJ de empresas encerradas.

Por que uma chave pode ser excluída pelo banco?

Pela mesma resolução, não é permitido ter chave ligada a CPF ou CNPJ em situação cadastral irregular na Receita. Para o diretório do Pix, contam como irregulares as situações suspensa, cancelada, titular falecido e nula.

O Banco Central também previu a exclusão quando o nome ligado à chave não bate com o cadastro da Receita e há indício de uso fraudulento. Em uma divergência simples de grafia, o banco pode apenas corrigir o nome.

A regra trata só de cadastro. Segundo o Banco Central, dívida com a Receita não bloqueia o Pix de ninguém.

Como levar a chave para outro banco (portabilidade)?

Portabilidade é mudar a chave de instituição sem perder o número ou e-mail que seus clientes e amigos já conhecem. O caminho, segundo o Manual Operacional do DICT:

  1. No aplicativo do banco novo, entre na área Pix e peça para cadastrar a chave que hoje está em outra instituição.
  2. O banco novo abre o pedido de portabilidade no diretório do Banco Central.
  3. A instituição onde a chave está hoje avisa você do pedido.
  4. Confirme a transferência no banco atual. Só com essa confirmação a chave sai de lá e passa para a conta nova.

Pelo manual do diretório, você tem sete dias para confirmar. Se não confirmar nesse prazo, o pedido é cancelado e a chave fica onde está. Se você não pediu nada e recebeu aviso de portabilidade, não confirme. Esse é um dos sinais de tentativa de roubo de chave.

E se alguém já cadastrou o meu número de celular?

Isso acontece com número de celular que já foi de outra pessoa, por exemplo. O nome do processo é reivindicação de posse. Desde 1º de abril de 2025, pelo Regulamento do Pix, só a chave de celular pode ser reivindicada; a de e-mail deixou de entrar nesse processo.

Pelo Manual Operacional do DICT, o atual dono da chave tem sete dias para responder. Se ninguém se manifestar nesse prazo, o banco dele confirma a reivindicação, e a chave passa para quem comprovou a posse do número.

O inverso também vale: se o seu banco avisar que alguém reivindicou uma chave sua, responda dentro do prazo. Ignorar o aviso pode custar a chave.

Quais cuidados evitam golpe com chave Pix?

A Febraban e o Banco Central apontam as regras que mais protegem:

  • Cadastre chaves só nos canais oficiais: aplicativo do banco, internet banking, agência ou central de atendimento para a qual você mesmo ligou. Banco não manda link para "cadastrar" ou "atualizar" chave.
  • Nunca repasse código de segurança recebido por SMS ou e-mail. É com esse tipo de código que o banco valida a posse de uma chave de celular ou de e-mail.
  • Ative a verificação em duas etapas do WhatsApp, recomendação da Febraban para que o celular não seja clonado e usado em nome da sua família.
  • Confira nome e banco do recebedor antes de confirmar qualquer Pix.

Pedidos de portabilidade e de reivindicação só podem partir de um aparelho que você já cadastrou no banco, pela regra do Banco Central. Mesmo assim, se o celular for roubado, veja o passo a passo para bloquear aparelho, chip, bancos e Pix. Os golpes mais comuns estão em como se proteger do golpe do Pix.

Como saber todas as chaves Pix no meu nome?

O Registrato, serviço gratuito do Banco Central, tem um relatório com as chaves Pix que você cadastrou, ativas ou encerradas, e os dados das contas ligadas a elas. Uma chave que você não reconhece é sinal de conta aberta sem autorização, e deve ser contestada no banco que aparece no relatório. O caminho está em como consultar o Registrato.

Perguntas frequentes

Posso usar o mesmo celular como chave em dois bancos? Não. Cada chave aponta para uma única conta. Para mudar de banco, é preciso fazer a portabilidade.

Troquei de número. O que faço com a chave antiga? Exclua a chave no aplicativo do banco antes de liberar o número. Quem receber a linha depois poderá reivindicar a chave, com o prazo de sete dias para resposta.

Um atendente ligou pedindo para eu cadastrar uma chave nova. É seguro? Não. A Febraban orienta que o cadastro seja feito só por iniciativa do cliente, nos canais oficiais. Desligue e veja como funciona o golpe da falsa central do banco.

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